segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

CASO BEATRIZ: TRÊS ANOS DE UM CRIME SEM SOLUÇÃO


A pequena Beatriz Mota, 7 anos, foi morta com 42 facadas  durante uma festa da escola onde estudava, em Petrolina, Sertão de Pernambuco, há exatos três anos nesta segunda-feira (10). O crime brutal segue sem solução, linha de investigação, causas e nem suspeitos. Um protesto está marcado para acontecer na próxima quarta-feira (12), onde família e amigos sairão em caminhada do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) até o Palácio do Campo das Princesas, onde será entregue um manifesto.
Como se trata de uma investigação sigilosa, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informou, por nota, que não pode dar informações mais aprofundadas neste momento e que segue atuando para elucidar a morte da menina Beatriz. Já a Polícia Civil de Pernambuco informou que a delegada Polyana Neri está exclusivamente na investigação do caso, com uma equipe de quatro policiais à disposição e estrutura necessária, além do apoio do MPPE e da Diretoria de Inteligência da PCPE.

Durante o último ano foram ouvidas 50 pessoas e outras 30 testemunhas foram reinquiridas. Um pedido de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão foram solicitados à Justiça relativos a uma pessoa suspeita de ter atrapalhado o andamento das investigações. O pedido de prisão foi negado pela Justiça, porém o mandado de busca e apreensão foi cumprido. Aparelhos celulares, computadores, pen-drives e HDs foram recolhidos e perícias estão sendo realizadas pelo Ministério Público. 
Parte do material também se encontra no Instituto de Criminalística sendo analisado. O inquérito que hoje conta com 19 volumes e mais de 4 mil páginas está no MPPE e a família da vítima terá acesso a todo material. A PCPE disse, ainda, que a polícia trabalha incansavelmente na apuração do caso que é de extrema complexidade para responder a família e a toda sociedade pernambucana, apontando o autor dessa morte que tanto chocou a todos. Por fim, a PCPE reafirma sua confiança na elucidação do caso.
Por: Maiara Melo/Folha PE