sexta-feira, 27 de abril de 2018

CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA CHESF, LUCAS RAMOS VOLTA A ALERTAR SOBRE AUMENTO NA CONTA DE LUZ SE COMPANHIA FOR VENDIDA


Os impactos da privatização da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) foram debatidos, no dia de ontem (26), em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A venda da Estatal está inserida no PL 9463 – Projeto de Lei do Governo Temer que trata a privatização da Eletrobrás e suas subsidiárias. Um grupo de parlamentares contra esse processo, entre eles o deputado estadual Lucas Ramos (PSB), participou do debate.
O socialista teme, entre outras questões, o aumento da conta de luz dos pernambucanos. Lucas preside a Frente Estadual em Defesa da Chesf. Ele aproveitou a oportunidade para nivelar os pernambucanos sobre o andamento dos trabalhos na Comissão Especial que trata o PL. O deputado informou que audiências como essa estão acontecendo em diversos Estados onde há empresas controladas pela Eletrobras. “Estamos lutando para barrar essa privatização. Vender a Chesf é vender o Rio São Francisco”, ratificou.
Coordenador da audiência, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) é um dos parlamentares mais críticos à proposta de venda do setor elétrico brasileiro. Reforçando o alerta de Lucas, ele reiterou que a possível privatização pode acarretar um reajuste de 17% na tarifa, conforme anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Entusiasta da venda da Companhia, o colega de Danilo na Câmara Federal e ex-ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, vai na contramão desses argumentos, assegurando que a conta de luz terá redução, não um aumento.
Participaram ainda representantes dos Sindicatos dos Urbanitários e dos Engenheiros de Pernambuco, além de técnicos do setor, como Mozart Bandeira, ex-diretor da Chesf; Vicente Guillo, ex-presidente da ANA (Agência Nacional das Águas; e José Carlos Miranda, ex-presidente da Chesf e atual vice-presidente da Academia Pernambucana de Engenharia. A presidência da Companhia foi convidada, mas não mandou representante.
Carlos britto